Fonte da imagem: Baixaki/TecmundoSempre quando falamos na guerra dos consoles, inevitavelmente vem à tona a discussão sobre qual video game oferece o melhor gamepad. A grande verdade é que, na hora de projetar um controle, cada fabricante pensa em soluções que possam oferecer experiências aprimoradas aos títulos que serão lançados para seus produtos.
Se você reparar bem, os controles dos atuais consoles não são tão diferentes. Depois de muita guerra e de projetos bizarros, as empresas chegaram a um padrão que inclui 13 botões, 2 pinos analógicos e um D-pad. As principais alterações de um modelo de gamepad consistem basicamente no posicionamento desses componentes.
Vantagens dos analógicos
Desde que foram apresentados no Nintendo 64 e PlayStation, os pinos analógicos foram adotados como itens-padrão dos controles de video game. Este adicional veio para suprir uma deficiência que existe nos botões digitais (os direcionais presentes no D-pad).
Antes, os controles garantiam apenas oito direções básicas (esquerda, direita, cima, baixo e as quatro diagonais). Os analógicos acabaram com as limitações de movimentação, possibilitando controlar personagens, carros, câmeras e miras livremente.
Analógicos em foco
Todos os gamepads disponíveis para os atuais consoles contam com dois analógicos, mas o posicionamento desses elementos altera a jogabilidade. As diferenças consistem em dispositivos que trazem analógicos na parte superior e na parte inferior.
Debatemos muito a respeito do assunto e chegamos à seguinte conclusão: o analógico esquerdo posicionado na parte superior (como no gamepad do Xbox 360) é perfeito para a maioria dos games em terceira pessoa. Da mesma forma que ocorre com o pino esquerdo (como no controle do Wii U), podemos considerar que o manípulo direito na parte de cima facilita o controle de mira e de câmera.
O D-pad é indispensável
Ainda que os manípulos analógicos tenham vindo para facilitar as coisas, eles não conseguiram matar o conjunto de teclas digitais. Para algumas situações, o D-pad ainda é o componente mais recomendado, pois ele oferece comandos absolutos e respostas imediatas.
Em jogos de plataforma, por exemplo, os direcionais digitais podem oferecer melhores resultados, uma vez que eles garantem controles precisos do personagem. Basicamente, você não tem níveis de aceleração, portanto os movimentos são sempre exatos, sendo que um modo mais rápido geralmente é ativado com a ajuda de uma tecla extra.
Outras vantagens do D-pad são perceptíveis em jogos de luta, os quais requisitam comandos absolutos. Com os analógicos, é muito difícil realizar movimentos rápidos e precisos, sendo que algum comando sempre acaba saindo errado.
D-pad de fácil acesso
Poucos gamepads trazem o D-pad posicionado na parte superior, isso porque cada vez menos títulos exigem a necessidades desses controles. Além disso, vale ressaltar que são minoria os dispositivos que trazem o D-pad com botões separados — características comuns no gamepad do PS3.
Botões de comandos no lugar certo
Por último, temos a questão dos botões de comandos. Eles são identificados por letras, cores ou objetos geométricos, mas as funções atribuídas são sempre as mesmas. Talvez você não tenha experimentado um controle com esses componentes fora de posição, porém há modelos que trazem tais itens deslocados.
O controle “ideal”
Em nossas reuniões para discutir sobre os diferentes tipos de controles, acabamos pensando em bolar um gamepad que pudesse agradar a gregos e a troianos. O resultado é este produto encorpado que consegue misturar as melhores características de cada dispositivo.
Nosso primeiro desafio foi encontrar uma solução capaz de oferecer boa jogabilidade nos diferentes gêneros e que também fosse capaz de funcionar de forma única para cada jogador. O resultado? Um controle com componentes modulares.
Não há segredo: basta girar o componente para removê-lo, colocá-lo em outra posição e então girá-lo novamente para fixá-lo. Os módulos do D-pad e dos botões de comandos ainda podem ser ajustados em 360°, para que o jogador escolha qual a melhor posição. Só para constar, nosso projeto foi baseado em partes no gamepad Mad Catz MLG Pro Circuit Controller.
Outra característica que julgamos importante é a regulagem de resistência dos analógicos. Com a simples rotação do manípulo, você pode regular a “dureza” do componente, fazendo com que ele fique mais bem adaptado à força do jogador. O gamepad perfeito traria o D-pad segmentado, com botões digitais que são ativados separadamente.
No interior, julgamos que seria necessário um adaptador WiFi para garantir longo alcance, uma placa de som com saída para fones, giroscópio, o rumble (para garantir respostas com vibração) e uma bateria de alta capacidade — ela pode ser recarregada via USB. Todos os botões teriam ajustes de pressão, mas haveria uma opção para desativar tal função. Os gatilhos seriam côncavos, garantindo menos problemas mecânicos.
Via Tecmundo