Vocês já sabem bastante do controle a essa altura. Sabem do polêmico botão Share, da inserção de uma tela de toque que garante novos potenciais interativos e que o desenho do controle continua provando o bom gosto que a equipe responsável pelos DualShock está em dia. É sério: o controle é feito de um excelente material - inclusive com um acabamento fosco muito bonito que contrasta com o tom brilhante que marca partes importantes do corpo - e não há o que me tire a admiração inexplicável que tenho pela luzinha da parte posterior dele. Tão bonita...

Mas há outras coisas sobre o DualShock 4. Coisas que você precisa saber. Acompanhe abaixo três pontos que devem estar em sua mente enquanto todos nós esperamos ansiosos a próxima geração:

3. O L2 E R2 FORAM MONTADOS PARA ATENDER MÃOS HUMANAS

Finalmente. Um dos maiores defeitos do DualShock 3, lhes garanto, não volta neste novo controle. Diferente da versão anterior, os dois gatilhos posteriores do aparelho estão muito bem encaixados contra o corpo do controle, garantindo que seu dedo não vá escapar para o frio vácuo se você tentar clica-los rapidamente. Ainda mais: pode não parecer, mas todos os quatro botões superiores repousam em uma base bem reta,  permitindo que você mantenha os dedos pressionados neles sem precisar pensar muito na ação. O desenho menos curvado dos botões também facilita acesso rápido. Os dias de xingar shooters que utilizam R2 como botão de tiro estão para acabar. Mas...

2. SEJA LÁ O QUE ESTIVER ACONTECENDO NO MEIO DO CONTROLE, É IDIOTA

Não, não jogamos nenhum jogo que utilize o polêmico botão Share e a ainda misteriosa tela de toque frontal – e olha que eu tentava interagir com eles sempre que tinha a chance. Mas eles estavam lá, e sua presença foi sentida, não exatamente de maneira positiva.

O primeiro problema é simples: acessar os dois botões Start e Share é complicado. Colocados agora na porção superior do controle, o layout obriga uma manobra do dedão que não vai ser de todo estranha para quem já se acostumou as incongruências de se jogar um “Monster Hunter” no PSP: se você quer pausar um jogo, por exemplo, ou compartilhar com um amigo a genitália que você conseguiu pintar no seu carro de “DriveClub” (sei lá, estou chutando) será preciso tirar o dedão dos botões frontais e subí-los na direção dos comandos, forçando os dedos na porção posterior do controle. Ainda bem que, pelo menos, o material da parte traseira é bem confortável.
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Quanto a tela de toque, ela cria a impressão de um controle mais alongado e menos resistente. E o pior: desenvolvedores vão ter que ser bem inteligentes para usarem a opção. Qualquer gesto que envolva desenhar círculos ou triângulos é simplesmente pedir demais.

1. HÁ ALGO ESTRANHO EM SEGURÁ-LO (UI!)

Duplo sentido a parte, é este o momento do texto em que vou falar de coisas pequenas que podem (ou não) te fazer virar os olhos em protesto, mas mantenha-se firme, eles são importantes. O primeiro e mais fundamental em minha experiência é o peso: o controle parece ter algumas gramas a mais do que seria o correto, uma adição muito esquisita se você considerar a leveza de muitos aparelhos touchscreen e a constante diminuição - tanto em gramas quanto em dimensão - de baterias. A usada no controle, inclusive, pesa meras 22g.

O segundo ponto tem a ver com as dimensões do controle, em particular aonde você o segura. Eu tenho mãos de gorila (tipo, literais. Experimentos científicos, longa história), e elas se sentiram órfãs de um apoio maior. Os dois pegadores do controle terminam um pouco antes da hora, acompanhando uma acentuada curva na parte posterior antes de se unir ao corpo do controle, significando que meu dedo médio ficava flutuando atrás dele. Era um pouco esquisito.

Esse no geral são os pontos que queria falar a respeito. Com quatro meses, ainda é possível que o time de engenheiros da Sony mudem algo aqui e ali, mas não se desanimem: como está, o controle é bonito e funcional, embora exija um tempo para adquirir familiaridade – uma relação que, no corre-corre da E3, é bem difícil estabelecer. Quais são suas expectativas com o DualShock 4 e o PS4 em si? Deixem suas opiniões nos comentários logo abaixo.

Obrigado, POP Games

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