No tempo de franquias milionárias, estamos acostumados a ver jogos tendo continuações anuais, sem muitas alterações em sua jogabilidade e formulas saturadas que não se renovam e vêm somente para gerar renda para suas produtoras. Mas existiu um tempo onde tínhamos jogos que tinham o objetivo de nos divertir, e com limitação da época era muito difícil vermos continuações constantes para esses jogos como vemos hoje em dia. Vamos mostrar alguns jogos que foram verdadeiros sucessos e mereceriam continuações, mas por algum motivo foram esquecidos pelas suas produtoras e desenvolvedoras.
15. Road Rash
Road Rash, lançado inicialmente para Mega Drive, era um jogo de corrida de motocicletas onde você tirava pegas com seus adversários em rodovias movimentadas e trazia algo nunca visto em nenhum outro game do gênero: bater nos adversários. Sim, você podia bater nos outros competidores até que eles caíssem de suas motos e perdessem tempo. E para isso, você usava desde simples chutes a bananas gigantes, além de correntes, bastões de beisebol entre diversas outras “ferramentas”. O jogo teve várias adaptações para outros consoles, como Nintendo 64 e também PC. A última versão lançada foi para GBA, e desde então nada novo foi lançado, o que é estranho devido o sucesso que o game fazia. Neste ano, foi revelado o lançamento do Road Redemption, que será uma espécie de sucessor espiritual do bom e velho Road Rash, e será lançado para WiiU e PC.
14. Final Fantasy Tatics
Final Fantasy Tatics maravilhou o mundo trazendo algo nunca antes visto em jogos da série até então. O jogo continha um tabuleiro em 3D onde você posicionava seus personagens para melhor atender a sua estratégia de combate, algo semelhante ao grande sucesso da Quest, Tatics Ogre. Além dessa nova excelente perspectiva de batalha, o jogo trazia belos gráficos, trilha sonora muito boa e uma envolvente história, como de praxe em jogos da franquia. Resumindo, um jogo obrigatório para fãs de RPG que possuíam um Play 1. Apesar do grande sucesso e boa repercussão que o game teve, nunca foi feita uma continuação para os consoles de mesa desse belíssimo jogo, e temos alguns remakes e continuações para os portáteis da Sony e da Nintendo.
13. Digimon Card Battle Game
Diferentemente de Pokémon teve seu anime baseado em um jogo de GameBoy, Digimon teve seus jogos baseados no anime que virou febre no final dos anos 90. E como seu grande rival perambulava exclusivamente para as plataformas da Big N, Digimon teve sua estréia no rival, Sony. O saudoso Playstation 1 teve 4 games da franquia Digimon, sendo 3 deles (Digimon World 1, 2 e 3) num sistema de RPG parecido até com Pokémon, onde você teria que treinar seus monstrinhos até que eles “digivolvecem”, mas a grande surpresa desta era, pra mim, foi Digimon Card Battle. O game trazia uma mecânica diferente dos outros jogos da série e diferente até mesmo do anime, pois nele, você batalhava no mundo digital com cards baseados nas criaturinhas. Eram decks de 30 cartas, dividindo entre Digimons e cartas de suporte. E nem por ser um game de cartas o jogo deixou de trazer elementos marcantes da série, como evoluções no meio das batalhas, fusões entre os monstros e até mesmo os Digi-eggs. O jogo foi lançado em 2002 nas terras ocidentais para Playstation 1 e não ganhou nenhuma outra continuação, apesar do anime já estar na sua 12354ª temporada.
12. Bully
A Rockstar chocou o mundo trazendo a vida um dos games mais controversos da história dos jogos eletrônicos, estamos falando de Grand Theft Auto (ou GTA, como preferir). Se você já ouviu falar o mínimo sobre jogos, sabe que GTA traz assassinatos de pedestres, atropelamentos, carros em altíssima velocidade, tiroteios e tudo mais que possa ser violento e divertido. Todos também sabem que GTA se passa em um mundo aberto, constituído por cidades fictícias enormes e que tem várias continuações e se tornou uma franquia de sucesso, mas a Rockstar surpreendeu também trazendo toda essa loucura para dentro de uma escola. Em Bully, lançado originalmente para Playstation 2, o game nos colocava na pele de um moleque que podia andar pela escola batendo em outros alunos, os colocando em latas de lixo e em armários de escola, entre outras atrocidades. O jogo não tinha um mundo tão grande quanto os jogos da franquia GTA, mas garantia muita diversão para quem o jogasse e quisesse ser o valentão da escola, pelo menos no mundo virtual.
11. Yu-gi-oh! Forbidden Memories
Já falamos aqui no blog das cartinhas de Yu-gi-oh! que eram sucesso com a criançada, agora irei falar também do jogo lançado para Play 1, o Forbidden Memories. O jogo se passa no Egito Antigo, contando a história de Yugi. No game, você batalha com seu deck de 40 cartas num sistema muito parecido com o do anime, com monstros em modo de ataque, defesa, cartas mágicas e armadilha. Também é possível fazer fusões entre as cartas para conseguir criaturas mais poderosas, como o Meteor B. Dragon. Em determinado momento do jogo, você até participa de um torneio nos tempos “atuais” da série, duelando contra Kaiba, o carinho dos insetos e tudo mais. O jogo agradou muito aos fãs e foi um verdadeiro sucesso no comecinho dos anos 2000, mas a fórmula do jogo não foi repetida em nenhum outro jogo da série. O jeito é pegar um bom e velho emulador e relembrar esse grande jogo.
10. Killer Instinct
Killer Instinct é um game de luta produzido pela Rare que debutou inicialmente nos Arcades e mais tarde ganhou versão para o Snes. O jogo disputou lado a lado a preferência dos fãs do gênero com os míticos Street Fighter e Mortal Kombat, e trazia um sistema complexo e alucinante de combos que era o diferencial do jogo. Outro diferencial era a renderização 3D dos cenários e personagens, algo que chamava muita atenção para o console de 16-bits da Nintendo. Além dos combos excelentes, o jogo também trazia finalizações ao final da luta, no melhor estilo Fatality. O jogo recebeu uma sequência para Nintendo 64 e continuou com sua excelente jogabilidade e não desagradou aos fãs, mas foi só. Desde então, aguardamos ansiosos por uma continuação desse gigantes das lutas, mas isso parece que nunca irá acontecer. Fique aí com um vídeo dos combos dos personagens pra matar a saudade:
9. Contra
Contra é um jogo de tiro 2D lançado para NES e Arcades nos anos 80 que fez grande sucesso, principalmente pelo grande grau de dificuldade do game. Fechar Contra no hard era considerado um feito digno de troféu ao herói que conseguisse essa façanha. Devido ao sucesso, o jogo ganhou continuações para NES e SNES, que repetiram o sucesso do antecessor. Era muito divertido e difícil matar os aliens enquanto fugia da artilharia inimiga, no melhor estilo Metal Slug de jogo. O game teve algumas versões lançadas para Playstation e Playstation 2, mas não repetiram o mesmo sucesso da época dos 16-bits. Ainda foi lançada um Contra 4 para o Nintendo DS, mas não tivemos mais o prazer de passar momentos de apuros e vidas gastas nos consoles de mesa, uma pena.
8. Tony Hawk’s Pro Skater
Quem não jogou Tony Hawk’s não sabe o que é ser um mestre do skate sem nem saber andar de bicicleta direito! Esse game foi o responsável pela popularização do esporte e de skatistas aqui em solo brasileiro. Afinal, antes dos jogos da franquia, quem conhecia Bob Burnquist, Tony Hawk, Bam Margera entre outros que eram conhecidos somente por uma pequena parcela de pessoas. Sem falar das manobras, como o famoso 900, as músicas das trilhas sonoras entre outros que ganharam grande espaço com os adolescentes dos anos 2000. O jogo teve três sequências para os consoles da geração Playstation, e ainda uma quarta continuação para o Playstation 2. O jogo se destacava pelas manobras acrobáticas que eram possíveis de se realizar em cenários pouco comuns, como hangares de avião, pátios de escola com uma música que combinava perfeitamente com o jogo. Aí vieram a franquia Tony Hawk Underground, que não fizeram o mesmo feito de seus antecessores e hoje a franquia não tem a força que outrora tivera. A última novidade do jogo foi Tony Hawk’s Pro Skater HD, lançado para a atual geração de consoles, que não passa de um remake com poucas, ou quase nenhuma, novidades.
7. Need for Speed Underground
Não preciso nem parar para apresentar para vocês Need for Speed, não é mesmo? Mas pra quem mora em Marte e nunca ouviu falar, Need for Speed é uma grande franquia de jogos de corrida que ganhou grande popularidade na época do Play e até hoje faz um enorme sucesso. A franquia lança jogos anualmente e está sempre em destaque em nota e vendas. Mas então por que estou falando de Need for Speed aqui? NFS é uma franquia gigante e teve algumas “variações” no seu modo de jogo, uma delas foi a série Underground (1 e 2), que dava a possibilidade de customizar seus carros e andar livremente pelas ruas procurando rachas e disputando corridas, no melhor estilo Velozes e Furioso. Até hoje a série Underground de NFS é considerada por muitos a melhor, porém só ficamos até a segunda continuação da série. A continuação a que me refiro nesse caso é de um Need for Speed Underground, que com certeza se não foi a melhor, foi uma das melhores variações de NFS, até porque, quem não gostava de se sentir um Dominic Toretto?!
6. Unreal Tournament
Unreal Tournament veio pra competir de igual para igual com o onipotente jogo de tiro Quake, e fez seu trabalho muito bem feito. Unreal tinha uma jogabilidade frenética e voltada ao Multiplayer, com vários modos de jogo para se divertir com seus amigos. O game se passa em ambiente futurista, com aliens, armas de laser e tudo que um bom jogo nesse estilo deve ser. O game ficou famoso também por utilizar a Unreal Engine, que até hoje é utilizada por games de renome, como Gears of War, Mass Effect e Bioshock. O último jogo da série foi lançado em 2007, Unreal Tournament 3, e como seus antecessores, agradou aos fãs, mas desde então nada de novo foi lançado para a marca.
5. Spore
Nesse divertido jogo da Maxis (mesma criadora de TheSims e SimCity), você deve passar por todos os níveis de evolução de um ser vivo. Você cria uma célula e conforme vai avançando no jogo, vai se desenvolvendo e se tornando uma criatura, formando tribos e em último estágio, pode ir até o espaço! Assim como outros jogos da empresa, você pode customizar sua criatura como desejar e se tornar o alien mais legal do universo. O jogo demorou 7 anos para ser desenvolvido e foi lançado por aqui em 2008. Spore foi um jogo muito aguardado e fez bastante sucesso principalmente para os fãs dos Sims e teve algumas expansões, porém não há notícias sobre continuações do game.

4. Grim Fandango
Grim Fandando é um jogo lançado para PC pela extinta LucasArts no final dos anos 90. O jogo conta a história de um agente de viagens do mundo dos mortos, Manny Calavera, ajudando a inocentar Mercedes Colomar. O jogo era inovador e trazia ótimos gráficos, ótimo enredo, ótima jogabilidade e foi um sucesso de crítica. O jogo tinha tudo o que um bom jogo deveria ter, e ainda assim, por algum motivo, não foi um sucesso em suas vendas. Talvez isso explique o fato de não ter havido uma sequência ao jogo, e hoje é ainda mais difícil que isso ocorra devido a inexistência atualmente da desenvolvedora do jogo. Até hoje, Grim Fandango é uma lenda entre os fãs, e quem não jogou deveria experimentar, apesar dos gráficos estarem ultrapassados (claro, é um jogo de 15 anos atrás) vale a pena pela ótima história do detetive caveira.
3. Chrono Trigger
Já sei, todos irão falar que Chrono Trigger tem continuação. Mas vamos lá! Chrono Trigger é um RPG para SNES desenvolvido pelo chamado Dream Team da Square (desde pessoas envolvidas com Final Fantasy até o desenhista Akyra Toryama, criador de nada mais nada menos do que Dragon Ball) para ser um jogo de RPG surpreendente. E conseguiu. Chrono Trigger é até hoje um dos melhores jogos do gênero, seja na história, nos gráficos, no sistema de batalha, em trilha sonora, resumindo, um sucesso. O game conta a história do protagonista Crono e seus amigos em viagens pelo tempo para derrotar a terrível criatura Lavos, responsável pela destruição do planeta no futuro. E então veio Chrono Cross. Apesar de ser considerada uma sequência de Chrono Trigger, Chrono Cross na verdade se utiliza do mesmo universo do jogo para SNES, com a aparição inclusive de alguns personagens, como Schala, irmã do maléfico Magus. Apesar de se passar no mesmo universo, Chrono Cross não pode ser considerado uma continuação direta a Chrono Trigger, apesar de também ser um belíssimo game. Chrono Trigger trata de viagens no tempo enquanto Chrono Cross trata de viagens entre dimensões. Apesar de Cross ser um ótimo game, não deixando a desejar em nada em relação ao jogo de SNES, seria ótimo ver Crono, Frogg e sua turma em ação em outro jogo novamente.
2. Battletoads
Nas gerações passadas, tínhamos jogos realmente criados para deixar os jogadores com raiva o quanto que eles eram difíceis, assim como Contra, que citei acima. Também é o caso de Battletoads, um jogo feito pra ser difícil, e como é difícil. Battletoads são sapos espaciais que saem por aí espancando porcos, não precisava de uma história muito profunda para um jogo ser divertido antes. O jogo se destaca pela sua jogabilidade beat’em up e por ter um nível de dificuldade elevado em relação aos outros jogos, que por sua vez já são mais difíceis do que os de hoje (imagina esses menino criado com leito com pera jogando esses jogos). O jogo foi originalmente criado na geração 8-bits e ganhou continuação na geração 16-bits, mas assim como a maioria dos jogos beat’em up, não teve nova vida nas atuais gerações. Uma pena, pois seria muito divertido ver os jovens de hoje perdendo várias vidas para passar da primeira fase de um jogo.
1. Black
Volto a repetir, num mercado hoje cheio de franquias (muitas delas saturadas) é difícil entender como alguns jogos não ganham continuações. É o caso de Black. Black foi lançado em 2006 para Xbox e Playstation 2 e foi sucesso logo de cara. Seja pelo desafio avançado do jogo, seja pelos excelentes gráficos comparados até com alguns games da atual geração, selo pelo bom áudio. Black tinha de tudo, até um bom modo Single Player para um jogo de tiro (algo inexistente nos jogos de FPS de hoje). Apesar de todo esse sucesso, não foi lançada nenhuma continuação para o game que brigaria de igual para igual com Battlefield e Call of Duty. Em 2008, a Criterion Games deu esperanças aos jogadores ao divulgar interesse em continuar o jogo, mas ficou só no interesse. Cinco longos anos se passaram, e só o que ficou foi a dúvida do por quê o jogo não teve nenhuma continuação. Resta tirar seu Xbox ou Play2 da gaveta e relembrar esse excelente jogo de tiro.
Esses foram os jogos que eu consegui lembrar que deveriam ter sim uma continuação a altura, mas e vocês? Quais outros jogos vocês lembram aí que deveriam ter continuação?
Obrigado, Vidal Jogos